Facção gaúcha aplicava Golpe de Nudes e extorquia Milhões de homens em Campo Grande

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Uma organização criminosa do Rio Grande do Sul, com conexões com a facção Bala na Cara (BNC), foi desmantelada após aplicar o chamado "golpe dos nudes" contra homens, inicialmente de alto poder aquisitivo, em Campo Grande, Mato Grosso do Sul (MS). O esquema causou um prejuízo estimado em mais de R$ 5 milhões.

O Esquema de Extorsão

Os criminosos criavam perfis falsos em redes sociais com fotos de jovens, iniciando conversas que evoluíam para a troca de fotos íntimas. Em seguida, um integrante se passava por um familiar da suposta adolescente, exigindo dinheiro sob a ameaça de exposição. Para intensificar a extorsão, outro golpista assumia o papel de falso delegado, pressionando as vítimas com a ameaça de prisão por pedofilia. Para evitar a exposição e a detenção, as vítimas realizavam sucessivas transferências bancárias para as contas indicadas.

Com o tempo, os perfis falsos se tornaram mais sofisticados e convincentes, inclusive adicionando amigos das próprias vítimas. Em um dos casos, os criminosos chegaram a contratar um detetive particular para monitorar e ameaçar uma vítima e seus familiares.

facção Bala na Cara | Créditos: Divulgação

As Investigações e os Indiciados

As investigações da Polícia Civil de MS, em conjunto com a polícia gaúcha, identificaram 15 pessoas envolvidas, a maioria do Rio Grande do Sul. Os inquéritos apontaram que parte das contas bancárias utilizadas pertencia a pessoas ligadas a detentos no RS.

O principal suspeito, Eric Basso da Silva, conhecido como “Chapolin”, está foragido com prisão preventiva decretada. Ele é investigado por ter tido contato com outros membros da organização enquanto cumpria pena em presídios gaúchos.

Além de "Chapolin", outras 14 pessoas foram indiciadas por extorsão e organização criminosa, todas com vínculos com a facção Bala na Cara, seja por residirem em áreas dominadas pelo grupo ou por terem passado pelo sistema prisional em galerias da organização. Os inquéritos foram concluídos e encaminhados à Justiça para avaliação do Ministério Público.

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