Exército altera portaria e inclui policiais aposentados em decreto que autoriza compra de armas

| Créditos: Tânia Rêgo/Agência Brasil

O Exército Brasileiro alterou a portaria sobre o porte de arma e, a partir de agora, policiais militares, bombeiros militares e servidores do GSI (Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República) podem ter até seis armas cadastradas, sendo duas de uso restrito. Outra novidade é que as regras se aplicam para policiais aposentados. O texto sofreu modificações no começo de maio, quando o governo reduziu a quantidade de armamento por pessoa. As novas regras foram publicadas no Diário Oficial da União desta terça-feira (4).


Além disso, o texto define que os integrantes que comparem as armas no serviço ático terão a posse desses armamentos garantida durante a aposentadoria. Outro ponto estabelecido é que uma das armas restritas pode ser um armamento portátil longa, como um fuzil.


Relembre
Em janeiro de 2024, uma portaria do Exército permita que policiais militares, bombeiros e agentes do GSI comprarem até seis armas sendo cinco de uso restrito. A medida gerou uma repercussão negativa, pois ampliava o acesso ao armamento cujo porte e uso são autorizados apenas pelas Forças Armadas.

Já em maio deste ano, a Força reduziu de 6 para 4 máximo de armas que membros das forças de segurança poderiam ser. Porém, a quantidade foi novamente ficada em seis com a portaria desta terça.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva já havia assinado um decreto que limita o acesso a armamentos e munições. Antes, eram permitidas, por ano, até quatro armas e até 200 munições para cada uma, e o proprietário não precisava comprovar a necessidade. Agora, os cidadãos precisam comprovar que precisam de acesso para segurança própria e podem ter, por ano, até duas unidades e 50 munições por arma.

Projeto na Câmara
No final de maio, a Câmara dos Deputados aprovou um decreto legislativo que suspende trechos do decreto assinado por Lula. O principal argumento dos parlamentares é que o texto “inviabiliza a prática do colecionador e do tiro esportivo”.

Veja principais mudanças

Acaba com a exigência para os clubes de tiros se fixarem a, no mínimo, um quilômetro de escolas exclui a exigência de certificado para armas de pressão;
Acaba com a obrigação dos atiradores desportivos de participarem de competições anuais com todas as armas que possuem;
Permite o uso de arma de fogo para atividades diferentes daquela declarada no momento da aquisição do equipamento.
CCJ da Câmara analisa projeto que autoriza estados a legislarem sobre posse e porte de armas
 

Apreensões de armas
Segundo dados do Ministério da Justiça e da Segurança Pública, 32.769 armas foram apreendidas no país, entre janeiro e abril. O número representa uma queda de 7,83% em comparação ao mesmo período de 2023, e uma média de 271 apreensões por dia. A pasta não informa se os armamentos tinham cadastro ou estavam irregulares.

Confira os tipos de armas apreendidas:

Revólver: 11.583;
Pistola: 9.063;
Espingarda: 5.861;
Tipo não especificado: 4.302;
Carabina: 853;
Fuzil: 534;
Rifle: 292;
Submetralhadora: 175;
Metralhadora: 106

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