Ex-presidente da Câmara de Mundo Novo é preso com dinheiro e suspeita de compra de votos


O ex-vereador e ex-presidente da Câmara Municipal de Mundo Novo, José Antônio Pires de Souza, conhecido como “Zé Bocão”, foi preso em flagrante na quarta-feira (30), em Iguatemi, durante uma abordagem policial. Ele é suspeito de envolvimento em compra de votos.

A abordagem ocorreu depois que policiais militares receberam uma denúncia sobre um veículo T-Cross cinza que estaria trafegando em alta velocidade no trajeto entre Iguatemi e Japorã. O automóvel foi localizado e parado pelos agentes.

Segundo o registro da ocorrência, José Antônio informou que seguia para Mundo Novo e demonstrava nervosismo. Durante a vistoria no veículo, os policiais encontraram uma mochila contendo 11 pacotes com dinheiro em espécie.

Em um dos volumes havia R$ 14 mil, distribuídos em notas de R$ 50 e R$ 100. O ex-vereador teria informado que transportava entre R$ 60 mil e R$ 100 mil no carro. Inicialmente, a quantia total encontrada teria sido estimada em mais de R$ 120 mil.

Também foram localizados materiais de campanha dentro do veículo. Questionado sobre o dinheiro, José Antônio afirmou que levaria os valores para Mundo Novo, mas não apresentou, naquele momento, explicação sobre a origem dos recursos.

Ainda conforme o relato policial, quando foi informado de que seria encaminhado à delegacia, o ex-presidente da Câmara teria oferecido R$ 5 mil para cada um dos militares para evitar a prisão. A proposta não foi aceita e ele acabou detido em flagrante.

O caso deverá ser investigado pela prática de crime eleitoral relacionado à oferta ou entrega de dinheiro ou vantagem para obtenção de voto ou para influenciar a abstenção do eleitor.

Regras para as prisões no período eleitoral

Desde as 17h de terça-feira (29), está suspensa a prisão de eleitores, salvo nas situações previstas pela legislação eleitoral. Prisões em flagrante continuam permitidas, assim como o cumprimento de condenações por crimes considerados inafiançáveis.

No dia da votação, práticas como compra de votos, boca de urna, transporte irregular de eleitores e realização de comícios podem resultar em prisão em flagrante, conforme as regras eleitorais.

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