Ex-estagiário do MPMS ligado a Claudinho Serra teria recebido propina em novo esquema de corrupção em Sidrolândia

Vereador Cláudio Jordão de Almeida Serra Filho, o “Claudinho Serra” (PSDB) | Créditos: Foto: Izaías Medeiros/CMCG


O ex-estagiário do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), Yuri Moraes, surge como um elo entre dois recentes escândalos de corrupção que atingiram Sidrolândia, MS.

💸 Propina e a Operação “Dirty Pix”

Moraes é citado no esquema de propina via Pix (Operação Dirty Pix), que veio à tona em novembro. Ele teria recebido R$ 10 mil desviados de um convênio de R$ 5,4 milhões destinado à compra de equipamentos médicos para o Hospital Beneficente Dona Elmíria Silvério Barbosa. A investigação aponta que o pagamento visava obter apoio na Câmara Municipal para o hospital, embora sua participação exata na trama não esteja detalhada, apenas que o valor foi repassado por uma das envolvidas. Moraes não foi alvo de busca e apreensão nesta operação.

📄 Vazamento de Sigilo na Operação “Tromper”

Além disso, o ex-estagiário também é associado ao esquema supostamente liderado por Claudinho Serra. No contexto da Operação Tromper, Moraes teria utilizado seu acesso na Promotoria de Justiça de Sidrolândia para repassar documentos sigilosos a membros do grupo criminoso.

As investigações indicam que o grupo se articulou para obter o teor de uma denúncia sigilosa instaurada em janeiro de 2023, antes da Operação Tromper ser deflagrada, tendo Moraes acesso a esse material confidencial. Um dos membros do grupo criminoso, Ricardo José Rocamora, teria conversado com um advogado sobre a necessidade de senha para acessar o inquérito, reforçando o esforço para obter as informações sigilosas.

Este caso destaca a cooptação de colaboradores internos em instituições de controle e a ligação de indivíduos em múltiplas redes de desvios de recursos públicos na cidade de Sidrolândia.

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