Ex-agente da Polícia Civil envolvido em investigação sobre repasses ilícitos é demitido pela Sejusp

| Créditos: Foto: Reprodução/SEJUSP


A Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública oficializou a demissão do ex-policial Augusto Torres Galvão Florindo, antigo integrante da Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Banco, Assaltos e Sequestros (Garras). A medida administrativa ocorreu após apurações sobre condutas incompatíveis com o exercício da função pública.

A sanção foi assinada pelo secretário de segurança, Antônio Carlos Videira, e fundamenta-se no descumprimento de deveres funcionais por parte de Augusto Torres, incluindo a falta de probidade, postura ética condizente com a instituição e lealdade às normas legais. O ato administrativo também indicou o enquadramento do ex-servidor em proibições referentes a atos desleais, conduta irregular de natureza grave e infrações contra a administração pública.

Desdobramentos na esfera judicial
A demissão de Augusto Torres foi mantida na esfera administrativa mesmo após decisão recente da 5ª Vara Federal de Campo Grande. No mês passado, a Justiça Federal absolveu o ex-policial, o ex-guarda municipal Marcelo Raimundo da Silva e a esposa deste, Ana Claudia Olazar, das acusações de corrupção passiva e ativa. Na sentença, o juiz Luiz Augusto Iamassaki Fiorentini concluiu que não havia provas incontestáveis do envolvimento direto de Augusto no auxílio a redes de contrabando ou do descaminho de mercadorias no exercício de seu cargo.

Apesar da absolvição criminal dos réus por insuficiência de provas quanto à finalidade das transações, o juiz Luiz Augusto Iamassaki Fiorentini determinou o perdimento de R$ 153,5 mil apreendidos na ocasião da prisão em flagrante realizada no final de 2025. O montante foi destinado ao Fundo Penitenciário Nacional após o juízo reconhecer a origem ilícita dos valores.

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