EUA voltam a impor sanções ao petróleo após ataques do Irã a navios perto de Ormuz

Primeiros petroleiros atravessam o estreito de Ormuz após acordo entre EUA e Irã | Créditos: Stringer/Reuters


O governo Trump está voltando a impor sanções às vendas de petróleo do Irã em retaliação a uma série de ataques contra navios comerciais nas proximidades do estreito de Ormuz.

“O Irã só colherá benefícios se demonstrar bom comportamento”, afirmou uma autoridade dos Estados Unidos em comunicado. “As ações do Irã no estreito foram totalmente inaceitáveis para os Estados Unidos e terão consequências.”

A medida representa o mais recente desafio ao frágil cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã e elimina uma das principais concessões feitas ao regime iraniano em troca da reabertura do estreito de Ormuz.

A decisão provocou forte reação nos mercados, com os contratos futuros do petróleo Brent avançando mais de 5% nesta terça-feira.

O Departamento do Tesouro dos EUA havia concordado inicialmente em suspender as sanções sobre a venda de petróleo iraniano por 60 dias como parte do acordo de cessar-fogo. Na época, o secretário do Tesouro, Scott Bessent, classificou a medida como uma demonstração de confiança nas “conversas produtivas” entre os dois países.

O acordo permitiu o aumento do tráfego marítimo pelo estreito, contribuindo para uma acentuada queda dos preços globais do petróleo. Desde então, porém, o cessar-fogo foi colocado à prova em várias ocasiões, após o Irã abrir fogo contra embarcações no estreito de Ormuz ou em áreas próximas.

O governo americano não indicou imediatamente por quanto tempo as sanções voltarão a vigorar, nem em quais condições poderia suspender novamente as restrições. Um comunicado divulgado nesta terça-feira pelo Departamento do Tesouro afirmou apenas que o alívio temporário das sanções concedido anteriormente havia sido “revogado e substituído integralmente”.

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