Especialistas destacam “Síndrome de Final de Ano” e sugerem atividades físicas para aliviar sintomas
- porRedação
- 13 de Dezembro / 2025
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| Créditos: Foto: Reprodução/TV Cidade Limeira
O período de dezembro, marcado por festividades, confraternizações e o encerramento de um ciclo, frequentemente manifesta um desgaste emocional significativo, fenômeno popularmente conhecido como "Dezembrite" ou Síndrome de Fim de Ano. Este quadro se caracteriza pela acentuação de sentimentos negativos, como nervosismo, ansiedade, estresse, e em alguns casos, apatia e tristeza.
A intensidade dessa agitação emocional é sentida por grande parte da população. Dados de uma pesquisa realizada pela International Stress Management Association (ISMA-BR) indicam que 72% dos brasileiros relataram um aumento nos níveis de estresse durante a movimentação típica deste mês.
Balanço Pessoal e Excesso de Festividades Agravam o Estresse
A psicóloga e nutricionista Gilvânia Araújo explica que o pico de ansiedade é resultado de uma convergência de fatores. A proximidade da virada leva as pessoas a fazerem um balanço das metas e expectativas do ano, gerando uma autocobrança que serve como gatilho para emoções desfavoráveis.
Outra pressão surge com a abundância alimentar das festas. A cobrança implícita de "aproveitar a fartura" contribui para a tensão e pode resultar em sentimentos de culpa. A profissional ainda alerta que o consumo excessivo de doces pode intensificar esse ciclo, visto que o açúcar tem sido associado a episódios de compulsão.
Atividade Física como Aliada no Bem-Estar
Para aliviar os sintomas da síndrome, a prática regular de exercícios físicos, como a musculação, emerge como uma ferramenta poderosa. O movimento estimula a liberação de neurotransmissores ligados à sensação de bem-estar, motivação e prazer, como a dopamina.
A recomendação central da psicóloga é que o indivíduo seja "gentil consigo mesmo", mantendo uma rotina de treinos flexível para que o exercício não se torne mais um peso ou uma obrigação.
O treinador Lucas Florêncio reforça que, em épocas de maior estresse, o objetivo da atividade física deve ser o equilíbrio mental, e não a performance. Ele sugere priorizar a qualidade e a consciência corporal durante o treino, usando cargas moderadas e mantendo uma margem de segurança longe da exaustão extrema. Essa abordagem é crucial para evitar a sobrecarga do sistema nervoso central e a elevação do cortisol (hormônio do estresse). O treinador também indica a inclusão de mobilidade e flexibilidade na rotina, com períodos de descanso entre séries de 90 a 120 segundos.
A chave para o benefício psicológico, segundo estudos, é a consistência. De 3 a 5 sessões semanais, com duração entre 30 e 60 minutos, são suficientes para gerar benefícios duradouros e ajudar corpo e mente a atravessarem o final de ano de forma mais estável.
Com informações Correio 24 Horas






