Empresária Rossana Jafar obtém prisão domiciliar após registrar crises de epilepsia em presídio de MS
- porRedação
- 01 de Outubro / 2026
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A empresária Rossana Paroschi Jafar teve a prisão preventiva convertida em prisão domiciliar com monitoramento por tornozeleira eletrônica, após permanecer 85 dias detida. A decisão judicial considerou os documentos médicos apresentados pela defesa, que comprovaram que ela possui diagnóstico de epilepsia e sofreu duas crises convulsivas durante o período em que esteve no estabelecimento prisional.
Rossana Jafar é ré em processo criminal acusada de integrar organização criminosa, corrupção ativa e lavagem de dinheiro em um suposto esquema de fraudes na aquisição de livros paradidáticos por prefeituras de Mato Grosso do Sul, cujas movimentações são estimadas em R$ 27 milhões.
A substituição da medida cautelar foi determinada pela juíza Eucelia Moreira Cassal, da 3ª Vara Criminal de Campo Grande. A magistrada avaliou laudos que demonstraram a dificuldade de acompanhamento com médico neurologista, realização de exames periódicos e ajuste de dosagens de medicamentos dentro da unidade prisional. Em sua fundamentação, ressaltou que a concessão da prisão domiciliar visa assegurar o tratamento de saúde adequado sem interromper os objetivos do processo criminal.
Regras e restrições estabelecidas pela Justiça
A determinação de cumprimento da medida no domicílio tem prazo inicial fixado em 180 dias e impõe exigências à acusada:
Tornozeleira eletrônica: obrigação de uso contínuo do equipamento de monitoramento.
Permanência no imóvel: permissão para ausentar-se da residência estritamente para atendimentos e procedimentos de saúde.
Prestação de contas: apresentação à Justiça dos comprovantes de atendimento médico no prazo máximo de cinco dias após cada saída.
Restrição territorial: proibição de se ausentar do município de Campo Grande sem prévia autorização judicial.
A inobservância injustificada de qualquer uma das condições estabelecidas poderá implicar a revisão do benefício e o imediato retorno da ré ao regime fechado.
Desdobramentos da investigação
Rossana Paroschi Jafar foi presa preventivamente em julho do corrente ano durante a Operação Gutenberg, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (GAECO).
Decisões judiciais anteriores e recursos apresentados ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) haviam indeferido os pedidos de liberdade formulados pela defesa. O processo segue em andamento regular, enquanto os advogados sustentam a inocência dos acusados frente às alegações apresentadas pelo Ministério Público.






