Empresa de bioenergia é investigada por possível falsificação de documento ambiental
- porRedação
- 18 de Novembro / 2025
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| Créditos: Álvaro Rezende
A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul instaurou um inquérito para apurar se a Biosev (antiga Raízen), produtora de etanol e bioenergia, apresentou documentos falsificados em um processo no Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul). A investigação foi aberta após a UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul) contestar a autenticidade de duas cartas usadas pela empresa.
De acordo com a universidade, os documentos datados de novembro de 2024 mencionam a “Coleção Zoológica de Referência da UFMS” e apresentam assinaturas e elementos visuais que não correspondem ao padrão institucional. Um dos nomes listados, Gustavo Graciolli, conforme a UFMS, não atuava mais na curadoria da coleção desde 2021. Além disso, o formato manuscrito das assinaturas diverge do sistema digital adotado pela instituição desde dezembro de 2023.
A reitoria solicitou uma análise interna que concluiu não reconhecer as cartas como legítimas. O caso foi então encaminhado à Dedfaz (Delegacia Especializada em Crimes de Defraudações, Falsificações, Falimentares e Fazendários), sob responsabilidade da delegada Ana Luiza Noriler.
A investigação também considera o contexto da venda das usinas de Rio Brilhante e Passa Tempo, adquiridas pela Cocal, que hoje operam com capacidade de moagem de seis milhões de toneladas de cana por safra. Em nota, a Biosev afirmou ter tomado conhecimento do inquérito pela imprensa e disse não ter sido oficialmente notificada. A Cocal não se manifestou até o momento.
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