Em redes sociais Tereza Cristina cobra agilidade do Brasil e alerta para riscos econômicos
- porRedação
- 17 de Julho / 2025
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Após o governo dos Estados Unidos anunciar uma investigação comercial contra o Brasil, a senadora sul-mato-grossense e ex-ministra da Agricultura, Tereza Cristina, criticou a demora do país em negociar com os norte-americanos e expressou preocupação com o agravamento da situação.
Em vídeo divulgado em suas redes sociais, a parlamentar afirmou que "o que estava ruim, piorou", referindo-se à recente tarifa de 50% imposta pelos EUA sobre produtos brasileiros. "Hoje, com essa investigação, todo mundo vai perder muito mais. O problema agora é mais amplo do que só o aumento das tarifas", declarou.
Tereza Cristina destacou que o governo Lula está demorando para iniciar diálogos com o ex-presidente Donald Trump e que já deveria ter enviado um representante de alto escalão para tratar do assunto. "Precisamos agir rápido para evitar mais prejuízos", alertou.
Impactos para o Brasil
A senadora listou possíveis consequências do conflito comercial: frigoríficos fechando, indústrias reduzindo produção e dificuldade em encontrar novos mercados. "Não é só estalar os dedos e resolver", ressaltou. Apesar do cenário preocupante, ela acredita que o Brasil pode reverter a situação com união e estratégia.
Investigações e Críticas dos EUA
O governo americano acusa o Brasil de práticas comerciais "injustas", citando supostas restrições a empresas de tecnologia dos EUA, censura judicial a redes sociais e favorecimento ao Pix em detrimento de concorrentes estrangeiros. O relatório também critica a lentidão na concessão de patentes, especialmente na área farmacêutica.
Sobre a Anistia aos Atores do 8 de Janeiro
Em entrevista à GloboNews, Tereza Cristina comentou a defesa de anistia feita pelo deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) aos envolvidos nos ataques de 8 de janeiro. Para ela, o tema é "um problema interno" e não deve ser misturado com as negociações comerciais. "Ele age como filho preocupado com o pai, mas isso pode prejudicar o país", avaliou.
A ex-ministra reforçou a necessidade de separar os assuntos para não comprometer os interesses nacionais. "Precisamos focar no que é urgente: proteger a economia brasileira", concluiu.






