Em evento econômico, Tereza externa apreensão com a expansão do gasto público e a alta dos juros na produção

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O avanço descontrolado das despesas estatais e a persistência de taxas de juros elevadas figuraram no centro do debate sobre os rumos da estabilidade fiscal e do setor produtivo do país. Em conferência voltada à competitividade, produtividade e geração de empregos, a senadora Tereza defendeu o rigor fiscal como condição indispensável para a atração de investimentos e a sustentabilidade das atividades econômicas.

O centro das discussões concentrou-se na dinâmica fiscal vigente e nos impactos decorrentes da elevação de gastos obrigatórios. Segundo as análises apresentadas no encontro, a falta de mecanismos efetivos de contenção das despesas governamentais gera incerteza nos mercados financeiros, pressionando a inflação e mantendo a taxa básica de juros em patamares que sobrecarregam a capacidade de financiamento das empresas.

No setor agropecuário, os desdobramentos desse cenário têm se manifestado de forma severa. O custo elevado do crédito rural e as dificuldades no acesso a financiamentos em condições viáveis comprometem a margem de retorno de agricultores e pecuaristas. O quadro é agravado pelas perdas decorrentes de instabilidades climáticas recentes, situação que impulsionou o volume de endividamentos e pedidos de recuperação judicial no campo. Para mitigar esse impacto, defendeu-se o fortalecimento de instrumentos de proteção, como a expansão do seguro rural e a criação de políticas de apoio previsíveis.

Durante as apresentações, também foi enfatizado o contraste entre a eficiência operacional da agropecuária brasileira — impulsionada pelo avanço tecnológico e pela capacitação técnica promovida por instituições do setor — e os baixos índices gerais de produtividade registrados na economia nacional. Apontou-se que a melhoria permanente de salários e da renda depende diretamente de investimentos estruturados em infraestrutura, conectividade e qualificação profissional.

O consenso estabelecido ao final do painel indicou que o equilíbrio das contas públicas não representa um fim em si mesmo, mas um pré-requisito funcional para a redução dos custos produtivos, atração de capital privado e garantia de estabilidade econômica a longo prazo.

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