Eduardo Bolsonaro ataca aliados da direita e diz que só volta ao Brasil se Moraes for punido
- porRedação
- 15 de Julho / 2025
- Leitura: em 8 segundos

| Créditos: Foto: Sergio Lima AFP
Em autoexílio nos Estados Unidos, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) criticou duramente aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro, como o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e a senadora Tereza Cristina (PP-MS). Em entrevista à Folha de S.Paulo, ele classificou como "inócua" a Lei da Reciprocidade, sancionada por Lula para reagir ao tarifaço de 50% sobre produtos brasileiros imposto por Donald Trump. Eduardo lembrou que o projeto teve origem na senadora sul-mato-grossense.
“Me causa estranheza ver gente da direita apoiar essa lei, que agora permite ao Lula posar de defensor das instituições e do povo brasileiro”, disse.
Ele também criticou Tarcísio por tentar negociar a retirada das tarifas com a embaixada dos EUA. “É um desrespeito comigo. Somos mais efetivos que o Itamaraty”, afirmou, ao reforçar sua proximidade com Trump.
Eduardo ainda declarou que não se arrepende de ter pressionado por sanções ao Brasil, mesmo que isso beneficie Lula. Ele disse que só voltará ao país se o ministro Alexandre de Moraes, do STF, for punido pelos EUA. O deputado está licenciado desde março e pode perder o mandato caso não retorne na próxima semana.
Segundo ele, “a data para voltar é quando Moraes não tiver mais força para me prender”.
O processo que torna Jair Bolsonaro réu por tentativa de golpe foi citado por Trump como justificativa para o tarifaço, classificado como reação à “perseguição política” no Brasil.






