Dólar hoje sobe 0,23%, com cenário político e tensões no Oriente Médio
- porInfoMoney
- 24 de Agosto / 2026
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| Créditos: Marcello Casal JrAgência Brasil
O dólar fechou a segunda-feira em leve alta contra o real, refletindo o fortalecimento da divisa norte-americana ante as principais moedas, enquanto os agentes monitoravam o noticiário geopolítico e eleitoral.
Além disso, a disputa eleitoral acirrada adiciona volatilidade após pesquisas apontarem empate técnico em um eventual segundo turno para as eleições presidenciais, revelando maior indefinição para os investidores.
Os investidores ainda esperam obter clareza sobre as perspectivas para as taxas de juros dos EUA quando o presidente do Federal Reserve, Kevin Warsh, discursar em Jackson Hole, Wyoming, na sexta-feira. Ele também enfrentará perguntas sobre as recompras de títulos do Tesouro.
Qual foi a cotação do dólar hoje?
O dólar à vista fechou em alta de 0,23%, aos R$5,1534 na venda.
Às 17h11, o contrato de dólar futuro para setembro — atualmente o mais negociado no Brasil — subia 0,23% na B3, aos R$5,1580.
O índice do dólar — que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas — subia 0,20%, a 99,004.
Dólar comercial
- Compra: R$ 5,147
- Venda: R$ 5,148
O que aconteceu com dólar hoje?
Os rendimentos dos títulos de longo prazo têm subido globalmente devido a uma combinação de perspectivas de crescimento econômico sólido, expectativas crescentes de inflação e preocupação com o endividamento soberano exorbitante. Na semana passada, após os rendimentos dos títulos de 30 anos atingirem máximas de quase duas décadas, o Tesouro dos EUA anunciou que dobraria as recompras de títulos de longo prazo para US$ 4 bilhões por operação.
O tamanho é insignificante em um mercado que vale US$ 32 trilhões, mas o sinal intervencionista assustou os investidores e afetou o dólar.
A incerteza em torno das iminentes sanções dos EUA contra o Irã continha o apetite por risco. O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, dará entrevista à imprensa ainda nesta segunda-feira para detalhar as sanções contra o Irã, que não dava sinais de abrir mão do controle sobre o Estreito de Ormuz.
No Brasil, o mercado financeiro também monitora o cenário eleitoral após as pesquisas Datafolha e BTG/Nexus divulgadas entre sexta-feira e esta manhã, que apontaram uma disputa mais acirrada entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), especialmente no segundo turno. A percepção sobre a trajetória fiscal a partir de 2027 permanece no radar dos investidores.
Na agenda doméstica, o Banco Central divulgou o Boletim Focus desta semana, que mostrou estabilidade da projeção para o câmbio em 2026, em R$ 5,20, mas alta da estimativa para 2027, de R$ 5,29 para R$ 5,30. Para setembro, a mediana subiu de R$ 5,16 para R$ 5,18, enquanto a projeção para outubro permaneceu em R$ 5,20. A estimativa para a Selic no fim de 2027 ficou estável em 12%, pela décima semana consecutiva, enquanto a projeção para o IPCA subiu de 4,24% para 4,25%.
(Com Reuters)






