Dólar fica estável com queda do petróleo e apesar de alta dos juros nos EUA

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O dólar à vista registrou pequena queda de 0,06% sobre o real, cotado a R$ 5,15, nesta quarta-feira (16/9). Como a variação foi pequena, a moeda americana manteve-se estável. O Ibovespa, o principal índice da Bolsa brasileira (B3), fechou em queda de 0,51%, aos 185,5 mil pontos.

Os mercados de câmbio e de ações reagiram de maneira parcimoniosa à decisão sobre política monetária americana. Nesta quarta-feira, o Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) decidiu elevar os juros básicos do país em 0,25 ponto percentual, para o intervalo entre 3,75% e 4,00% ao ano. A taxa não era aumentada desde julho de 2023.

A medida, contudo, já era amplamente esperada pelo mercado. De acordo com a ferramenta FedWatch, do CME Group, as chances de uma alta da taxa eram de 92,7% no início da tarde desta quarta-feira — o anúncio da alta foi feito depois disso, às 15 horas.

Disparada no exterior

Ainda assim, no exterior, o dólar disparou depois do anúncio do Fed. às 17h15, o índice DXY, que mede a força da moeda americana frente a uma cesta de seis divisas fortes (como o euro, o iene e a libra esterlina), registrava avanço de 0,67%, aos 100,31 pontos.

O rendimento dos títulos da dívida americana (Treasuries) de 2 anos subiu de 4,671% na sessão anterior para 4,742%. De 10 anos, passou de 5,006% a 5,020%. No caso do T-Bond de 30 anos, houve recuo de 5,369% para 5,357%.

Petróleo

Outro fator relevante da sessão foi a queda do preço internacional do petróleo. Os contratos mais curtos do barril do tipo Brent, a referência internacional da commodity, fecharam em queda de 2,69%, a US$ 105,83. O tipo West Texas Intermediate (WTI), que baliza o comércio nos Estados Unidos, recuou 3,21%, a US$ 102,43 por barril.

O Departamento de Energia dos Estados Unidos informou nesta quarta-feira que a redução dos estoques de petróleo do país foi menor do que a esperada pelo mercado. Eles baixaram em 640 mil barris na semana passada, ante estimativa de redução de 1,6 milhão de barris dos analistas.

Além disso, na terça-feira (15/9), o secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, afirmou que o oleoduto Leste-Oeste, da Arábia Saudita, deve voltar a operar em poucos dias. A infraestrutura foi alvo de ataques de drones na semana passada. Ele serve de alternativa ao Estreito de Ormuz, por onde circula cerca de um quinto da produção mundial de petróleo, praticamente fechado com os confrontos no Oriente Médio.

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