Dívidas não quitadas deixam mais de 1,2 milhão de inadimplentes em Mato Grosso do Sul
- porRedação
- 27 de Outubro / 2025
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O endividamento atingiu o patamar mais elevado da história em Mato Grosso do Sul, conforme dados recentes da Serasa. Atualmente, 1.210.326 moradores do estado possuem o nome negativado, um número que representa 56,1% da população adulta. Juntos, esses consumidores acumulam um total de 5,27 milhões de dívidas, cujo valor soma R$ 8,76 bilhões.
As instituições financeiras são as principais responsáveis pelo volume de pendências. Os débitos com bancos e cartões de crédito concentram 29,6% do total, seguidos por financeiras (18,3%), contas de serviços básicos (como energia e telefonia, com 12,8%) e o setor varejista (10,9%).
Na capital, Campo Grande, o quadro reflete a crise: 471.252 pessoas estão inadimplentes, somando R$ 3,93 bilhões em débitos, o que gera uma dívida média de R$ 8.352,45 por CPF negativado.
A inadimplência é classificada como estrutural e crescente. Mesmo com a ampliação de linhas de crédito como o consignado e a antecipação do saque-aniversário do FGTS — frequentemente utilizadas como alívio imediato —, o número de negativados continua em alta, com 80,4 mil novos nomes registrados até agosto. Especialistas em economia apontam que a perda do poder de compra, acentuada desde a pandemia, leva famílias a usarem o crédito como extensão da renda, intensificando um ciclo de endividamento para cobrir despesas básicas. Em média nacional, 70,5% da renda dos consumidores está comprometida.






