Dinamarca se diz pronta para defender cada centímetro da Groenlândia
- porAgência Brasil
- 08 de Julho / 2026
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| Créditos: © Sebastian Elias Uth/ Reuters/ Proibido reprodução
A primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, reafirmou hoje (8) que a Groenlândia “não está à venda”, após novas ameaças do presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump. Ela disse que está preparada para defender “cada centímetro” da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), incluindo a Groenlândia.

Ao chegar para o segundo dia da cúpula da Otan, que termina nesta quarta-feira em Ancara, capital da Turquia, a governante foi questionada pela imprensa sobre o fato de Trump ter voltado a insistir, no primeiro dia da reunião, que a Groenlândia, território autônomo da Dinamarca, deveria ser controlado por Washington, sugerindo novamente que pode retirar todas as tropas da Europa.
Mette Frederiksen reiterou que a Groenlândia “não está à venda” e disse esperar que “todos os aliados respeitem o direito do povo groenlandês à autodeterminação”.
“Somos um povo soberano e precisamos que todos respeitem a nossa integridade territorial”, acrescentou.
Interrogada se a Dinamarca está preparada para defender militarmente a Groenlândia, caso seja necessário, ela respondeu que está preparada para defender cada centímetro da Otan, incluindo o seu território”.
Mette Frederiksen lembrou uma das razões pelas quais a Aliança Atlântica foi construída. "Se algo acontecer a um de nós, todos devem defender os restantes”, tal como está estabelecido no artigo 5º do Tratado da organização.
A primeira-ministra salientou que o artigo 5º aplica-se ao flanco leste da Otan, com a guerra que é travada na Ucrânia, serviu para os EUA nos ataques terroristas do 11 de setembro e servirá para a Groenlândia “se algo acontecer”.
A uma pergunta se acha que os EUA estão comprometidos com o artigo 5º, Mette respondeu: “Não ouvi que os EUA não estejam comprometidos”.
“Eu não seria capaz de assegurar o meu povo sem a Otan e acho que o mesmo serve para os EUA. É por causa da Otan que o nosso povo transatlântico pode estar em segurança e isso vai se manter no futuro”, acrescentou.
A premiê começou sua declaração ao salientar que o mundo se tornou “mais inseguro” e é necessária uma Otan “mais forte”.
A governante considerou prioritário “rearmar a Europa”, ter uma “base industrial mais forte no continente e transatlântica nos EUA”, além de reforçar o apoio à Ucrânia.
“Penso que todos sabemos que são tempos difíceis e, por isso, a nossa união neste mundo é mais importante do que nunca”, afirmou.
Antes, também à chegada, o primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, considerou que o mundo assiste a uma alteração nas responsabilidades da Aliança, com um reforço por parte de europeus e do Canadá.
Ele lembrou que essa mudança nos encargos assumidos no âmbito da Otan, com uma redução do investimento por parte dos EUA, também era defendida por Barack Obama e “é apropriada”.
Sobre os ataques norte-americanos a alvos iranianos, Carney apontou que o Irã tem agido de forma irresponsável e houve "resposta apropriada".






