Deputado Pedro Kemp apresenta moção de apoio ao padre Júlio Lancellotti após restrições a transmissões de missas
- porRedação
- 17 de Dezembro / 2025
- Leitura: em 9 segundos

| Créditos: Divulgação
O deputado estadual Pedro Kemp (PT) apresentou, na sessão legislativa desta terça-feira (17), uma Moção de Apoio ao padre Júlio Renato Lancellotti, sacerdote da Arquidiocese de São Paulo conhecido por sua atuação pastoral e humanitária junto a pessoas em situação de rua e populações em extrema vulnerabilidade social.
A iniciativa ocorre após decisão do cardeal arcebispo de São Paulo, dom Odilo Scherer, que determinou a suspensão das transmissões ao vivo das missas celebradas pelo padre Júlio e das publicações de suas atividades nas redes sociais. Também existe a possibilidade de seu afastamento da Paróquia São Miguel Arcanjo, no bairro da Mooca, na capital paulista.
Em manifestação pública, o parlamentar destacou que o trabalho desenvolvido por Lancellotti dá visibilidade a problemas sociais estruturais, como a desigualdade e a exclusão, e afirmou que essa atuação frequentemente gera reações e tentativas de silenciamento. Kemp ressaltou ainda o papel do sacerdote no acolhimento de pessoas em situação de rua, dependentes químicos e outros grupos marginalizados, oferecendo não apenas assistência material, mas também apoio espiritual e humano.
As missas do padre Júlio vinham sendo transmitidas pela Rede TVT, pelo portal ICL e pelo YouTube. No último domingo (14), durante uma das celebrações, o próprio sacerdote anunciou oficialmente a interrupção das transmissões. Segundo ele, a partir do próximo fim de semana, as celebrações passarão a ocorrer apenas de forma presencial, até nova orientação da Arquidiocese.
No texto da moção, a Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul manifesta solidariedade e reconhecimento à trajetória do padre Júlio Lancellotti, ressaltando sua atuação histórica em defesa da dignidade humana e dos direitos das populações mais vulneráveis. O documento também aponta que a decisão da Arquidiocese gerou ampla repercussão social e foi interpretada por diversos setores como uma limitação à atuação pastoral do sacerdote.
A moção reafirma, ainda, a importância da liberdade de expressão religiosa, da ação pastoral comprometida com os direitos humanos e do diálogo como instrumento para a superação de conflitos. O documento foi assinado por Pedro Kemp e aprovado em plenário na data de 17 de dezembro de 2025.






