Deputado é citado em investigação por imprimir material do jogo do bicho dentro da Assembleia de MS

| Créditos: ALEMS/Assembleia Legislativa de MS


Uma decisão da 4ª Vara Criminal de Campo Grande resultou na condenação do deputado estadual Neno Razuk (PL) a mais de 15 anos de prisão. O parlamentar é acusado de liderar uma organização criminosa voltada para o monopólio do jogo do bicho em Mato Grosso do Sul. De acordo com o processo, a estrutura do gabinete do deputado na Assembleia Legislativa (Alems) era utilizada para a produção de materiais destinados à atividade ilegal.

As apurações, conduzidas pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) no âmbito da "Operação Successione", indicaram que o grupo operava de forma estruturada para dominar o mercado de apostas na capital e no interior. Além do parlamentar, outras 11 pessoas foram condenadas, incluindo assessores e familiares, sob acusações que envolvem corrupção, roubo e organização criminosa armada.

Detalhes da Investigação As provas apresentadas pelo Ministério Público revelaram que a impressão de listas e materiais de controle da contravenção ocorria dentro das dependências do Legislativo estadual. A investigação também apontou que a organização buscava eliminar a concorrência de grupos rivais para consolidar o controlo das máquinas de apostas.

Situação Jurídica O deputado Neno Razuk recebeu uma sentença de 15 anos e 7 meses de reclusão. Apesar da gravidade da pena, o magistrado concedeu ao parlamentar o direito de recorrer da decisão em liberdade. A defesa do deputado tem negado as acusações, sustentando a inocência do parlamentar e afirmando que não foram encontrados itens ilícitos na sua residência durante as fases operacionais.

O caso segue em tramitação judicial, enquanto o clã familiar do parlamentar também enfrenta desdobramentos jurídicos relacionados à mesma investigação.

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