Deputado destinou emenda de R$ 1 milhão para série documental em SP que não foi produzida


O deputado federal Marcos Pollon destinou R$ 1 milhão em emenda parlamentar para a produção de uma série documental de viés conservador que acabou não sendo realizada. O recurso foi encaminhado à Academia Nacional de Cultura, entidade sediada em São Paulo, responsável pelo projeto audiovisual.

De acordo com documentos oficiais, a proposta previa três episódios documentais sobre personagens e fatos históricos ligados ao Brasil, com exibições previstas em Brasília e São Paulo. Além da emenda enviada por Pollon, o projeto também recebeu recursos indicados por outros parlamentares, somando R$ 2,65 milhões.

Segundo a reportagem, os valores foram transferidos ao governo paulista por meio de “emenda Pix”, modalidade que permite repasses sem destinação específica prévia. No entanto, o dinheiro acabou incorporado ao caixa geral do Estado e não chegou à entidade responsável pela execução da série.

O caso passou a ser analisado no âmbito do Supremo Tribunal Federal após questionamentos sobre transparência e rastreabilidade das emendas parlamentares. O ministro Flávio Dino determinou a abertura de apuração reservada sobre possíveis irregularidades envolvendo a destinação dos recursos.

Em manifestação apresentada ao STF, Pollon afirmou que o projeto tinha caráter cultural e educativo e declarou que, após problemas técnicos envolvendo a entidade responsável, solicitou o redirecionamento da verba para a área da saúde, com destinação ao Hospital de Amor de Barretos.

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