Deputado critica derrubada de veto e aponta risco de retrocesso ambiental


O Congresso Nacional derrubou o veto de número 29/2025, de autoria do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), referente à Lei Geral do Licenciamento Ambiental. Essa decisão, que visa flexibilizar o processo de concessão de licenças para empreendimentos, foi recebida com críticas por parte do deputado federal Geraldo Resende (PSDB), que a classificou como um "retrocesso".

Resende expressou preocupação com o enfraquecimento de órgãos de fiscalização ambiental, como o IBAMA e o ICMBio, e com os possíveis impactos na demarcação de terras indígenas e quilombolas. Segundo o parlamentar, a manutenção dos vetos fortaleceria o propósito da lei de promover um licenciamento mais transparente e eficiente, que harmonizasse o crescimento econômico com a sustentabilidade ambiental.

A votação no Congresso revelou divergência na bancada de Mato Grosso do Sul (MS). No Senado, Nelsinho Trad (PSD) e Tereza Cristina (PP) votaram favoravelmente à derrubada do veto. Na Câmara dos Deputados, a maioria dos parlamentares sul-mato-grossenses (Dagoberto Nogueira, Luiz Ovando, Marcos Pollon, Rodolfo Nogueira e Beto Pereira) também se posicionou pela derrubada. Votaram contra a reversão do veto, alinhando-se à posição de Resende, os deputados Camila Jara (PT) e Vander Loubet (PT).

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