Delegado investigado pelo Gaeco é alvo de nova operação da PF em menos de 40 dias
- porRedação
- 04 de Novembro / 2026
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| Créditos: Foto: Gerson Oliveira
O delegado da Polícia Civil Hoffman D’Ávila Cândido e Sousa voltou a ser alvo de uma operação policial nesta quarta-feira (4), menos de 40 dias depois de ter sido preso durante a Operação Infiltrados, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), em setembro.
Desta vez, a residência do delegado foi alvo de mandado de busca e apreensão durante a Operação Ifrit, conduzida pela Polícia Federal e pela Receita Federal. Como permanece preso desde setembro, ele não estava no imóvel no momento das buscas.
A investigação apura a atuação de uma organização criminosa transnacional, supostamente ligada a facções criminosas e com participação de agentes das forças de segurança pública. O grupo é suspeito de envolvimento com tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro, sequestros, torturas, atentados e homicídios.
De acordo com as apurações, a organização seria comandada por três irmãos, seus filhos e outros familiares. A estrutura criminosa utilizaria veículos blindados, armamentos e uma rede de apoio para controlar territórios e intimidar grupos rivais.
A análise de informações bancárias, fiscais e telemáticas apontou movimentações superiores a R$ 500 milhões em aproximadamente dois anos. Os valores teriam circulado por meio de contas de investigados, empresas de fachada e operações comerciais simuladas para esconder a origem dos recursos.
A Operação Ifrit cumpre 76 mandados de busca e apreensão, 25 mandados de prisão preventiva e um de prisão temporária. Também foram determinadas medidas de monitoramento eletrônico e o afastamento de três policiais civis de suas funções.
Outro policial investigado é Douglas Tobias, que também havia sido preso em setembro na Operação Infiltrados.
Operação Infiltrados
A investigação do Gaeco começou em outubro de 2025, a partir de elementos reunidos nas operações Traquetos e Blindspot. As apurações identificaram suspeitas de envolvimento de policiais em um esquema de desvio de drogas apreendidas em ocorrências policiais, especialmente cocaína.
Segundo o Gaeco, os entorpecentes eram retirados dos registros oficiais ou subtraídos diretamente dos depósitos das delegacias e posteriormente repassados a traficantes ligados ao grupo criminoso.
Na operação realizada em setembro, foram cumpridos 24 mandados de prisão preventiva, dois de prisão temporária e 38 de busca e apreensão em Campo Grande, Dourados e Terenos.
Além de Hoffman D’Ávila e Douglas Tobias, outros investigadores da Polícia Civil foram afastados das funções. As duas operações ampliam as investigações sobre a possível participação de agentes públicos em estruturas criminosas que atuavam no tráfico de drogas e em outros crimes.






