Defesa pede liberdade de pecuarista acusado de mandar matar rival em Sete Quedas

| Créditos: Divulgação


A defesa do pecuarista Orlando Vendramini Neto, 65, preso há seis meses sob acusação de mandante no assassinato de Valdereis Rodrigues de França, 61, em Sete Quedas (MS), pediu sua liberdade. O pedido foi feito após o adiamento da primeira audiência, marcada agora para 16 de setembro.

Capturado no Paraguai em janeiro e extraditado, Vendramini nega envolvimento no crime. Seus advogados apontam falhas na investigação, destacando a falta de provas concretas e a dependência de depoimentos questionáveis.

A principal testemunha, Denis Barrios Valenzuela (também conhecido como Denis Garcete), foi morta a tiros no Paraguai em janeiro. Curiosamente, entre os três presos pelo crime estão dois familiares da vítima: o irmão Washington e o sobrinho Luis Antonio, além de Gabriel Recalde, funcionário da família.

A defesa questiona inconsistências, como a ausência de perícia no celular de Denis e a não-apresentação de um vídeo que supostamente incriminava Vendramini. Também critica a falta de apuração sobre uma moto XR Tornado, ligada ao pecuarista, usada no crime e encontrada queimada dias depois.

Além disso, os advogados contestam a motivação do crime – uma suposta dívida de US$ 2 milhões –, já que não há registros financeiros que a comprovem. Argumentam ainda que não há risco de Vendramini intimidar testemunhas, já que as principais estão presas no Paraguai, acusadas de matar Denis.

O pedido de revogação da prisão preventiva foi protocolado nesta sexta (25) e aguarda análise, já que Sete Quedas está sem juiz titular.

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