Defesa do prefeito de Terenos recorre para tentar liberdade após prisão por suspeita de esquema de fraudes
- porRedação
- 30 de Setembro / 2025
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A defesa do prefeito de Terenos, Henrique Wancura Budke, recorreu com embargos de declaração para tentar reverter a prisão do gestor, já negada em pedido anterior. O relator do caso é o desembargador Jairo Roberto de Quadros, que havia rejeitado a primeira solicitação de liberdade.
Budke foi preso em 9 de setembro junto com oito pessoas durante a Operação Velatus, conduzida pelo Gecoc e Gaeco. Segundo as investigações, o grupo integrava uma organização criminosa voltada a fraudes em licitações públicas, com núcleos de atuação definidos e liderada pelo prefeito.
O Ministério Público aponta que o esquema se valia de servidores públicos para direcionar certames a empresas específicas, simulando competição legítima, com contratos que teriam movimentado mais de R$ 15 milhões apenas no último ano. Parte das provas foi obtida a partir de celulares apreendidos, revelando a atuação do grupo.
Ainda conforme a denúncia, o patrimônio do prefeito cresceu 318% em quatro anos, de R$ 776 mil para R$ 2,4 milhões, incompatível com rendimentos declarados. A investigação destaca imóveis comprados com valores supostamente subfaturados, incluindo uma fazenda em Aquidauana avaliada em R$ 1,5 milhão, mas com preço de mercado estimado em R$ 4,35 milhões.
O MPE detalha fraudes em licitações, como a Tomada de Preços nº 006/2022, destinada a reforma de escola, em que informações privilegiadas teriam sido repassadas a empresas específicas. Segundo os promotores, o prefeito teria recebido cerca de R$ 255 mil em propina relacionada à obra, comprovada por planilhas, conversas de WhatsApp e registros bancários, incluindo transferências a terceiros, como a avó do secretário de Obras.
A denúncia ainda relaciona empresas de fachada usadas para ocultar repasses e reforça a suspeita de que o prefeito liderava diretamente o esquema, com participação de secretários e empresários investigados.






