Defesa diz que ex-chefe da Defron apurava corrupção na polícia e nega ligação com desvio de drogas

| Créditos: Foto: Reprodução/PCMS


A defesa do delegado Guilherme Scucuglia Cezar afirmou que o policial não tem envolvimento no esquema de desvio de cocaína investigado pelo Gaeco. Segundo o advogado José Roberto Rodrigues da Rosa, Scucuglia assumiu a Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Fronteira (Defron) justamente para apurar irregularidades cometidas por agentes da própria corporação.

Alvo de busca e apreensão na 2ª fase da Operação Infiltrados II, deflagrada na quinta-feira (5), o delegado — hoje lotado na Derf — teve o pedido de prisão preventiva negado pela Justiça por falta de provas. A defesa alega falha de comunicação entre os órgãos de investigação e pontua que a única menção ao cliente em mais de 5 mil páginas é uma citação indireta de dois traficantes a um apelido.

A operação cumpriu mandados em Mato Grosso do Sul (Dourados, Ponta Porã e Nova Andradina) e no Paraná (Santa Terezinha de Itaipu). Segundo o Ministério Público, policiais desviavam cocaína apreendida — incluindo mais de 500 kg em setembro de 2025 — para devolver a droga ao tráfico. Nove agentes foram afastados.

Em nota, a Polícia Civil de MS informou que a Corregedoria-Geral já investigava as suspeitas há quatro meses, período em que promoveu correição extraordinária, mudança de procedimentos e remoção de servidores.

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