Defesa de Neno Razuk afirma que ex-deputado pretendia se entregar antes de ser detido na Bolívia
- porRedação
- 03 de Agosto / 2026
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| Créditos: Foto: Domingos Lacerda
Em manifestação divulgada nesta segunda-feira (3), os advogados do ex-deputado estadual Roberto Razuk Filho, conhecido como Neno Razuk, esclareceram a cronologia dos fatos relativos ao mandado de prisão expedido contra o ex-parlamentar e à sua posterior detenção em território estrangeiro.
Segundo a equipe jurídica responsável pelo caso, Razuk viajou para a Bolívia no início de julho de 2026, data anterior à emissão da ordem de prisão, e tomou conhecimento da medida por meio de notícias veiculadas pela mídia. A defesa argumenta que o ex-deputado não se apresentou imediatamente à Justiça porque aguardava o julgamento de recursos na esfera eleitoral. Tais apelações questionavam a perda do mandato parlamentar, elemento considerado determinante para os fundamentos da ordem de prisão.
Após o Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE-MS) rejeitar os recursos e a Justiça negar uma liminar em habeas corpus, o ex-parlamentar decidiu se entregar de forma voluntária. A intenção foi formalizada no processo judicial e acatada pelo juiz responsável, que definiu os procedimentos para o ato.
Contudo, antes que a apresentação voluntária ocorresse nos termos acordados com o Judiciário brasileiro, Razuk foi abordado por autoridades locais na Bolívia e entregue à Polícia Federal. Conforme a defesa, essa intervenção impediu o cumprimento do plano original de entrega espontânea no Brasil.
Com o retorno do ex-deputado ao país sob custódia, os advogados informaram que acionarão os tribunais para solicitar a revogação da prisão preventiva. A linha de defesa sustentará a falta de contemporaneidade nos argumentos que justificaram a ordem de prisão e buscará demonstrar a inocência do acusado ao longo do processo.






