Defesa de acusado de desviar merenda em Água Clara alega falta de provas concretas

| Créditos: Foto: Divulgação/Gaeco


A defesa de Leonardo Antônio Siqueira Machado, acusado de envolvimento em um suposto esquema de desvio de R$ 11 milhões da merenda escolar em Água Clara (MS), nega as acusações do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS). Segundo a defesa, a denúncia, que faz parte da Operação Malebolge, baseou-se em menções em conversas de WhatsApp, participação em grupos na rede social e na posição do réu como funcionário de uma das empresas investigadas.

A Operação Malebolge, conduzida pelo Gaeco, apurou que empresários teriam pago propina a servidores para fraudar licitações, inclusive com a entrega de alimentos supostamente estragados. O MP acusa Leonardo de ser um "funcionário proeminente" da empresa Zellitec Comércio de Produtos Alimentícios, responsável por levar propina a servidores.

O acusado alega que a denúncia é confusa, dificultando o direito de ampla defesa, e que a mera menção em conversas ou a sua posição na empresa não são provas suficientes para crimes tão graves. Segundo o Gaeco, a Zellitec não teria condições de atender aos contratos milionários, vencendo as licitações de forma fraudulenta. O dono da empresa já informou à Justiça que encerrou as atividades.

O esquema foi revelado a partir da apreensão de celulares na Operação Turn Off, que expôs fraudes de R$ 68 milhões nas áreas de saúde e educação. O nome da operação, "Malebolge", é uma referência ao local do inferno onde os corruptos são punidos, na obra "A Divina Comédia", de Dante Alighieri.

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