Dagoberto Nogueira lamenta pior colocação do Brasil em ranking de corrupção

Deputado atribui mau desempenho no IPC à falta de seriedade no uso de recursos públicos e a sucessivos escândalos envolvendo agentes políticos

O deputado federal Dagoberto Nogueira (PSDB-MS) comentou o desempenho do Brasil no IPC (Índice de Percepção da Corrupção), elaborado pela ONG Transparência Internacional, no qual o país repetiu a segunda pior nota da série histórica, com 35 pontos em uma escala de 0 a 100.

Dagoberto afirmou ver com tristeza a posição do Brasil no ranking internacional e criticou a falta de responsabilidade de parte da classe política no uso de recursos públicos. Segundo ele, a recorrência de denúncias envolvendo gestores e parlamentares contribui para a deterioração da imagem do país.

“Eu vejo com muita tristeza. Isso é por causa de alguns deputados que estão colocando recursos em lugares absurdos. Coisas que denigrem muito a imagem da classe política. Não tem um dia que não tenha uma denúncia de prisão de prefeito, vereadores, deputados, e isso eu acho muito triste”, afirmou o parlamentar.

O deputado também destacou a atuação do ministro Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal), no combate a irregularidades. Para ele, o rigor do Judiciário é uma tentativa de conter abusos que vêm sendo praticados. “Por isso, o ministro Flávio Dino tem sido bastante rigoroso para tentar coibir os abusos que, de uma forma ou de outra, vêm acontecendo”, completou.

No ranking divulgado pela Transparência Internacional, o Brasil aparece na 107ª posição entre 182 países avaliados, ficando abaixo da média global e das Américas, ambas com 42 pontos. A variação de apenas um ponto em relação ao ano anterior foi considerada estatisticamente irrelevante, indicando estagnação no enfrentamento à corrupção no setor público.

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