Crise financeira coloca transplantes renais e atendimento urológico na corda bamba sa Santa Casa


A continuidade dos transplantes de rim e dos serviços de urologia prestados na Santa Casa enfrenta uma ameaça definitiva. A clínica responsável por essas frentes de atendimento desde 2019 comunicou a interrupção total das atividades médicas e operacionais a partir do final de outubro.

De acordo com a defesa jurídica da empresa prestadora, a decisão foi tomada de forma unilateral devido a atrasos recorrentes nos repasses financeiros, que somam entre quatro e cinco meses de débitos acumulados. Os representantes jurídicos destacam que os procedimentos vinham ocorrendo de maneira informal, uma vez que o contrato formal havia expirado e não foi renovado pela instituição de saúde.

A suspensão iminente abrange não apenas os transplantes renais, mas todo o suporte de urologia, o que inclui consultas ambulatoriais, cirurgias eletivas, plantões de sobreaviso e o atendimento a urgências e emergências do setor. A equipe médica concedeu um prazo de dez dias para que a direção do hospital busque alternativas e reorganize o fluxo assistencial para evitar prejuízos severos aos pacientes.

O impacto dessa paralisação atinge diretamente a rede pública de saúde. Com a saída do grupo especializado da Santa Casa, o estado de Mato Grosso do Sul passará a contar com apenas uma instituição credenciada pelo Sistema Único de Saúde (SUS) apta a realizar a captação e o implante de rins. Até o momento, a administração do hospital não se pronunciou sobre os valores cobrados nem sobre eventuais negociações para reverter o cenário.

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