Consórcio Guaicurus acumula dívida de quase R$ 7 milhões em ISS e enfrenta paralisações por atraso salarial em Campo Grande

| Créditos: Reprodução/Consórcio Guaicurus


O Consórcio Guaicurus, responsável pelo transporte coletivo de Campo Grande, deixou de pagar aproximadamente R$ 6,86 milhões em Imposto Sobre Serviços (ISS) à Prefeitura desde 2022. A previsão é que, em 2025, o município deixe de arrecadar cerca de R$ 9,58 milhões devido à isenção fiscal concedida à empresa desde 2013.

Na manhã de terça-feira (21), motoristas da concessionária realizaram uma paralisação de alerta de uma hora e meia, reivindicando o pagamento do adiantamento salarial, conhecido como "vale", que deveria ter sido efetuado no dia 20 de outubro. O atraso gerou transtornos para os usuários do transporte público e aumentou a demanda por corridas por aplicativo, elevando os preços.

A Câmara Municipal de Campo Grande aguarda o envio de um projeto de lei complementar do Executivo que renova por mais um ano a isenção do ISS para o Consórcio Guaicurus. O presidente da Casa, vereador Epaminondas Neto (PSDB), afirmou que a população está insatisfeita com os altos custos e a falta de melhorias no serviço de transporte coletivo.

Além das questões fiscais, o Consórcio Guaicurus enfrenta críticas por não cumprir cláusulas contratuais, como a contratação de seguro obrigatório, resultando em multas que somam mais de R$ 12 milhões. A empresa também foi alvo de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Câmara Municipal, que recomendou o indiciamento de diretores e sócios por improbidade administrativa e outros crimes.

O Sindicato dos Trabalhadores do Transporte Coletivo de Campo Grande (STTCU/CG) informou que uma nova paralisação está prevista para segunda-feira (27), caso o pagamento do adiantamento salarial não seja regularizado.

A situação do Consórcio Guaicurus continua a gerar debate sobre a qualidade do transporte público na capital e a gestão das concessões municipais.

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