Conselho do Ministério Público Federal avalia mensagens e define futuro de procedimento interno

| Créditos: MATEUS BONOMI/AGIF - AGÊNCIA DE FOTOGRAFIA/ESTADÃO CONTEÚDO


O Conselho Superior do Ministério Público Federal (CSMPF) agendou para o dia 25 de setembro de 2026 uma sessão extraordinária para analisar o procedimento interno envolvendo o Procurador-Geral da República, Paulo Gonet. O caso examina citações ao nome do chefe do órgão encontradas em registros de conversas obtidos no telefone celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, antigo proprietário do Banco Master.

A divulgação dos dados causou desconforto e surpresa entre os integrantes do colegiado. A reunião, marcada para as 10h, será conduzida no órgão de deliberação máxima da instituição, composto por dez subprocuradores e presidido pelo próprio chefe do Ministério Público Federal. A vice-presidência do grupo é exercida por Nicolau Dino, irmão do ministro Flávio Dino.

Entre os membros do conselho, a gestão atual conta com o voto do próprio titular da PGR e do vice-procurador-geral da República, Hindenburgo Chateaubriand. A relatoria da apuração está sob a responsabilidade do subprocurador Francisco de Assis Sanseverino, a quem caberá apresentar a análise do material aos demais conselheiros.

A pauta do julgamento prevê avaliar a existência de indícios de ilegalidades ou irregularidades na conduta do procurador-geral. Caso o colegiado conclua pela presença de elementos suficientes, um integrante escolhido entre os 73 subprocuradores da instituição será destacado para conduzir a representação perante o Supremo Tribunal Federal (STF). Em caso contrário, a representação será arquivada. Há incertezas na instituição quanto ao rito adotado, incluindo se haverá deliberação sobre eventual impedimento, suspeição ou pedido de afastamento do cargo.

Por outro lado, interlocutores do entorno do chefe da PGR manifestam confiança no desfecho favorável da análise e minimizam o impacto dos diálogos e das ligações telefônicas registradas, sustentando a ausência de infrações. A defesa aposta na repercussão de declarações recentes do ministro André Mendonça durante sessão no plenário do STF, ocasião em que o magistrado sinalizou possíveis excessos no foco das investigações e nas exposições sobre o caso, ponto que deve ser explorado na sustentação perante o conselho.

(Com CNN)

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