Conflito entre facções criminosas atinge penitenciária de segurança máxima e deixa detento morto em Campo Grande
- porRedação
- 06 de Novembro / 2026
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| Créditos: Foto: Sejusp
A disputa territorial entre as principais facções criminosas do país alcançou o sistema prisional de segurança máxima de Campo Grande. A morte de um detento de 22 anos, ocorrida em outubro no Estabelecimento Penal Jair Ferreira de Carvalho (conhecido como a "Máxima"), passou a ser investigada como um possível reflexo do acirramento da guerra entre o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) em Mato Grosso do Sul.
De acordo com as apurações sobre o caso, a vítima, identificada como Jackson da Rosa Fernandes, foi encontrada enforcada no pátio da unidade no dia 23 de outubro. Informações obtidas apontam que o crime teria sido motivado pela descoberta de que o jovem integrava a facção rival, transpondo para o interior do presídio — historicamente dominado por membros do PCC — a disputa que movimenta o narcotráfico nas fronteiras.
A Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen) confirmou que o óbito decorreu de agressão cometida por outro detento, mas ressaltou que a motivação exata ainda segue sob apuração policial. Dias depois, em 27 de outubro, outro óbito na mesma unidade prisional, envolvendo o detento Odilon Vítor dos Santos Neto, passou a ser examinado pelas autoridades para esclarecer as circunstâncias.
Escalada da violência e disputa por rotas de tráfico
Especialistas em segurança pública e órgãos de justiça apontam que o conflito entre as facções por rotas estratégicas de escoamento de drogas oriundas do Paraguai e da Bolívia elevou os índices de violência no Estado. A posição geográfica de Mato Grosso do Sul tornou a região o epicentro de uma disputa de hegemonia deflagrada após o rompimento de um pacto de paz entre as lideranças das organizações criminosas.
O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) destaca que o acirramento da rivalidade tem impulsionado os homicídios no território estadual, refletindo diretamente na segurança dos estabelecimentos prisionais, onde o isolamento de dissidentes e membros de grupos rivais se tornou um desafio constante para as forças de segurança.






