Conflito em quitinete termina com morte de rapaz de 24 anos em Campo Grande

| Créditos: Reprodução/Internet


Um jovem de 24 anos faleceu na tarde do último sábado (4) em Campo Grande (MS), após ser contido por um vizinho com um golpe de "mata-leão" durante um surto psicótico. O incidente ocorreu em uma quitinete no bairro Aero Rancho, onde o rapaz era inquilino.

O caso foi registrado pela polícia como homicídio simples e lesão corporal dolosa e está sob investigação.

Quebra-quebra e Ameaças Levaram à Contenção

Segundo o boletim de ocorrência, a proprietária do imóvel acionou a polícia após o inquilino causar danos dentro do quarto alugado. Em depoimento, ela relatou que, ao tentar intervir, foi agredida com arranhões e empurrões.

Diante dos gritos de socorro da locadora, um vizinho interveio para imobilizar o rapaz, que se mostrava muito agressivo e proferia ameaças como "Tem que matar ela. Ela é serva de Deus", segundo o relato do autor do golpe. O morador alegou que a contenção com o "mata-leão" visava evitar riscos à integridade física do próprio agressor e dos demais residentes.

Vítima Foi Amarrada e Deixada Sozinha

O vizinho que aplicou o golpe relatou que, após a imobilização, o jovem estava consciente, mas respondia com frases desconexas. Em seguida, ele o amarrou pelos braços e pernas e se ausentou para o trabalho.

A locadora, por sua vez, mencionou que a vítima espumava pela boca e continuava a proferir ameaças.

Ao chegar ao local, a equipe policial encontrou o jovem já sem vida, caído ao solo e amarrado, apresentando sinais de rigidez cadavérica. O óbito foi constatado imediatamente.

O vizinho responsável pela imobilização foi chamado de volta, demonstrou surpresa com a morte e foi conduzido à delegacia para prestar esclarecimentos, juntamente com uma testemunha.

Histórico e Condição do Corpo

A perícia inicial no local constatou uma pequena escoriação nas costas e uma "rouxidão" na área do pescoço até o rosto do jovem, indicando a pressão do golpe. Contudo, as cordas que amarravam os membros não exerciam pressão significativa no corpo.

A proprietária do imóvel informou que o jovem morava no local há cerca de um mês e já havia apresentado comportamento alterado em outras ocasiões, com suspeita de uso de drogas ou substância que cause dependência.

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