Com renúncia de Zambelli, Mesa Diretora oficializa troca de deputado por São Paulo
- porRedação
- 15 de Dezembro / 2025
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| Créditos: Reprodução / Youtube / Câmara dos Deputados
A deputada federal Carla Zambelli (PL-SP), atualmente detida na Itália, renunciou formalmente ao seu mandato parlamentar. A decisão, comunicada à Câmara dos Deputados no domingo (14), foi anunciada pelo presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), que dará posse ao suplente, Adilson Barroso (PL-SP).
A renúncia acontece em um contexto de intenso embate jurídico e político. Na quinta-feira (11), a Câmara havia rejeitado a cassação do mandato de Zambelli em uma votação plenária, buscando dar sobrevida à parlamentar. No entanto, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), anulou a decisão da Câmara, determinando a cassação imediata do mandato e a posse do suplente em 48 horas, o que foi referendado pelo STF na sexta-feira (12). O entendimento do STF é que a perda de mandato de parlamentar condenado por decisão transitada em julgado é atribuição do Judiciário, cabendo à Câmara apenas a declaração do fato.
Segundo aliados, a renúncia é vista como uma "jogada estratégica" que visa fortalecer a defesa de Zambelli contra a extradição e para conseguir sua soltura na Itália, onde está presa desde julho após fugir do país. A defesa deve usar a perda do cargo, agora por iniciativa própria e após a Câmara ter votado contra a cassação, para reforçar a narrativa de perseguição política no Brasil.
Zambelli enfrenta condenações por envolvimento na invasão de sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e por porte ilegal de arma e constrangimento ilegal no episódio em que perseguiu um homem com arma em punho na véspera do segundo turno das eleições de 2022, sendo uma das penas de cinco anos e três meses de prisão e perda do mandato. A Justiça italiana deve analisar o pedido de extradição nesta semana.






