CNJ mantém em sigilo relatório sobre supersalários no Judiciário de MS

| Créditos: CNJ/DIVULGAÇÃO — ARQUIVO


O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) manteve sob sigilo o relatório da auditoria que investigou pagamentos acima do teto constitucional a magistrados do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul. A apuração foi concluída nesta semana, mas o órgão ainda não informou se o conteúdo será divulgado publicamente.

A investigação analisou os três últimos contracheques de juízes e desembargadores do Estado, após a repercussão de salários que chegaram a ultrapassar R$ 200 mil. O grupo de trabalho responsável pela auditoria foi criado por portaria do CNJ e teve prazo de cinco dias para apresentar o relatório ao corregedor nacional de Justiça, ministro Mauro Campbell Marques.

Dados do Portal da Transparência mostraram que houve magistrado com remuneração bruta superior a R$ 227 mil em abril. Parte dos valores estaria relacionada a verbas classificadas como “vantagens eventuais”, incluindo férias, indenizações e pagamentos retroativos.

A auditoria ocorreu após decisões recentes do Supremo Tribunal Federal (STF) reforçarem limites para os chamados “penduricalhos” salariais. Mesmo assim, os gastos com essas verbas aumentaram no Judiciário sul-mato-grossense, segundo os dados analisados pelo CNJ.

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