Cientistas descrevem nova espécie de anfíbio minúsculo em Santa Catarina batizada em homenagem a Lula

Nome da espécie é uma homenagem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em reconhecimento às políticas de criação de unidades de conservação ambiental | Créditos: Luiz Fernando Ribeiro/Mater Natura Reuters/Adriano Machado


Pesquisadores do Mater Natura – Instituto de Estudos Ambientais oficializaram a descoberta de uma nova espécie de sapo de dimensões reduzidas no topo de uma montanha na Serra do Mar catarinense. O animal, que mede entre 8,9 e 13,4 milímetros — tamanho inferior à ponta de um lápis —, recebeu o nome científico de Brachycephalus lulai, em referência ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

De acordo com o artigo publicado na última quarta-feira (10) na revista científica Plos One, a escolha do nome é um reconhecimento às políticas públicas de preservação ambiental e à criação de unidades de conservação implementadas durante as gestões do atual mandatário. O estudo contou com o suporte da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza.

Características e Habitat O Brachycephalus lulai pertence a um gênero conhecido por abrigar alguns dos menores vertebrados do planeta. A espécie é classificada como microendêmica, o que significa que sua existência está restrita a uma área geográfica extremamente limitada — neste caso, exclusivamente à Serra do Quiriri, em Garuva, no norte do estado.

Diferente de outros anfíbios, este sapo apresenta adaptações evolutivas específicas para o clima frio e úmido de altitudes entre 700 e 1.800 metros:

Desenvolvimento direto: O animal não passa pela fase de girino, nascendo já como uma miniatura do adulto.

Limitações físicas: A espécie não possui a capacidade de nadar.

Resistência térmica: É adaptada a temperaturas baixas, típicas de florestas de altitude da Mata Atlântica.

Importância Científica Segundo os especialistas envolvidos na identificação, anfíbios desse grupo funcionam como bioindicadores, auxiliando no monitoramento da saúde dos ecossistemas locais. Além disso, substâncias produzidas por espécies similares são frequentemente analisadas pela ciência devido ao seu potencial para o desenvolvimento de novos medicamentos.

A descoberta reforça a biodiversidade da região e a necessidade de proteção das áreas de floresta densa que ainda restam na Serra do Mar.

Compartilhe: