Chefe da regulação preso em operação havia solicitado promoção por merecimento mesmo com salário de R$ 44 mil
- porRedação
- 08 de Julho / 2026
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O coordenador estadual de Regulação da Secretaria de Saúde de Mato Grosso do Sul, Ed Carlo Britto Burgatt, está entre os presos em operação do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco/MPMS) | Créditos: Reprodução
O coordenador da Central Estadual de Regulação de Mato Grosso do Sul, preso durante a Operação Gutenberg, havia protocolado, poucos meses antes da investigação vir a público, um pedido de promoção funcional por merecimento. À época, o servidor já recebia remuneração bruta superior a R$ 44 mil mensais, conforme registros oficiais.
O requerimento foi apresentado enquanto ocupava um dos principais cargos da estrutura responsável pela regulação de consultas, exames e internações no Estado. A solicitação seguia os critérios previstos na carreira pública e ainda dependia de análise da administração estadual.
Na última terça-feira (7), o servidor foi preso durante a Operação Gutenberg, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). As investigações apontam a existência de um suposto esquema criminoso que teria transformado a Central Estadual de Regulação em um mecanismo para favorecer interesses particulares, utilizando a liberação de procedimentos de saúde como forma de pressionar gestores públicos à aquisição de livros. Segundo o Ministério Público, o prejuízo aos cofres públicos pode ultrapassar R$ 27 milhões.
A operação cumpriu 16 mandados de prisão e 43 de busca e apreensão. Além do coordenador, outros investigados também foram alvos das medidas judiciais. Os envolvidos são investigados por suspeitas de organização criminosa, fraude em licitações, corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro e outros crimes. Até o momento, as defesas dos investigados poderão apresentar suas manifestações no decorrer do processo.






