CGU aponta indícios de irregularidades em repasse de R$ 2 milhões ligado a filme sobre Bolsonaro
- porCNN
- 10 de Setembro / 2026
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| Créditos: Foto: Site do PT / IA
A Controladoria-Geral da União (CGU) identificou indícios de irregularidades na aplicação de R$ 2 milhões destinados por meio de emenda parlamentar apresentada pelo deputado federal Mario Frias (PL-SP). Os recursos foram direcionados ao Instituto Conhecer Brasil, entidade relacionada à produção do filme Dark Horse, cinebiografia sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.
De acordo com a apuração, parte do dinheiro não teria sido devidamente comprovada por notas fiscais referentes aos gastos realizados pela produtora responsável pelo longa-metragem.
As suspeitas integram a investigação que resultou na Operação Make Up, realizada nesta quinta-feira (10) pela Polícia Federal em conjunto com a CGU. Foram expedidos 49 mandados de busca e apreensão em endereços de pessoas e empresas relacionadas ao financiamento e à produção do filme, nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e no Distrito Federal.
A investigação apura a possível atuação conjunta de agentes públicos e privados na destinação dos recursos. Entre as suspeitas está o direcionamento de valores para empresas subcontratadas sem comprovação suficiente de que os serviços contratados tenham sido efetivamente realizados.
O caso também é analisado em dois inquéritos no Supremo Tribunal Federal. Um deles é relatado pelo ministro André Mendonça, enquanto outro, que trata da possível utilização irregular de emendas parlamentares, está sob relatoria do ministro Flávio Dino.
Em março, Dino havia determinado que Mario Frias apresentasse esclarecimentos sobre a aplicação dos R$ 2 milhões destinados ao Instituto Conhecer Brasil. Em manifestação apresentada ao Supremo posteriormente, o deputado negou a existência de irregularidades e afirmou que os recursos tiveram finalidade social.
Mario Frias, que foi secretário de Cultura durante o governo Bolsonaro e atua como produtor executivo do filme, também é alvo da investigação. A Polícia Civil de São Paulo já havia realizado, em junho, uma operação envolvendo a produtora do longa, com apurações relacionadas a possíveis fraudes e desvios de recursos públicos.
As investigações continuam para esclarecer a destinação dos valores e eventual responsabilidade de pessoas ou empresas envolvidas.






