CET/MS participa de captação de órgãos que beneficiarão nove pacientes na fila nacional
- porRedação
- 25 de Fevereiro / 2026
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A Central Estadual de Transplantes de Mato Grosso do Sul (CET/MS), vinculada à Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul (SES), contribuiu no procedimento de captação de fígado, rins e córneas que serão destinados a nove pessoas na lista de espera do Sistema Nacional de Transplantes (SNT).
Os órgãos foram encaminhados no último domingo (22) ao Hospital Estadual do Centro-Norte Goiano (HCN), unidade do Governo de Goiás localizada em Uruaçu.
A logística de transporte aéreo contou com o apoio da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul (PMMS) e da Secretaria de Estado da Saúde de Goiás.
Os doadores foram um homem de 49 anos, que doou rins e córneas, e um jovem de 22 anos, doador de fígado, rins e córneas. Ambos tiveram morte encefálica confirmada conforme protocolos legais. A doação foi autorizada pelas famílias.
Os procedimentos envolveram equipes médicas e de enfermagem das Centrais Estaduais de Transplantes de Goiás e Mato Grosso do Sul, além da Organização de Procura de Órgãos do Hospital Estadual do Norte Araguaia (OPO/Heana) e do Centro de Referência em Oftalmologia da UFG (Cerof/UFG), que realizaram a captação em conjunto com a equipe hospitalar.
Doação depende da autorização familiar
A Comissão Intra-Hospitalar para Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes (Cihdott) do HCN reforça que a autorização da família é indispensável para que a doação ocorra. Por isso, é fundamental que o desejo de ser doador seja manifestado ainda em vida.
A vice-presidente da comissão e coordenadora de uma das UTIs Adulto do hospital, Kellen Lopes, destaca que o tema precisa ser discutido em família. Segundo ela, a única forma de se tornar doador é com o consentimento familiar, e o transplante pode representar a única chance de vida ou uma oportunidade de recomeço para quem aguarda na fila.
A posição dos pacientes na lista de espera considera critérios como compatibilidade, idade, doenças associadas e grau de urgência, sempre com avaliação da equipe médica. A fila é regulada pelo Sistema Único de Saúde (SUS), que gerencia a lista nacional única por meio do Sistema Nacional de Transplantes.






