Caso suspeito de mpox é investigado em Campo Grande

A Vigilância em Saúde e Ambiente da Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) confirmou que há um caso suspeito de mpox em Campo Grande. O paciente está sob investigação e aguarda o resultado de exames laboratoriais para confirmar ou descartar a doença.

O Brasil voltou a entrar em alerta após o primeiro caso de 2026 ser confirmado em Porto Alegre, na última terça-feira (17). Conforme o painel epidemiológico do Ministério da Saúde, o país contabiliza atualmente 46 casos confirmados — entre quadros leves e moderados — e outros 98 em investigação. Até o momento, não há registro de óbitos.

Em Mato Grosso do Sul, dois casos suspeitos estão sendo apurados, incluindo o da Capital.

O que é mpox?

A mpox é causada pelo MPXV (mpox vírus), do gênero Orthopoxvirus e da família Poxviridae. Trata-se de uma zoonose viral, ou seja, uma doença que pode ser transmitida de animais para humanos, além da transmissão entre pessoas por contato direto.

A infecção ocorre principalmente por meio de:

Contato direto com lesões na pele;

Secreções respiratórias;

Saliva de pessoas infectadas.

Diagnóstico

O diagnóstico é feito por meio de exames laboratoriais, como teste molecular (PCR) ou sequenciamento genético.

A coleta da amostra é realizada, preferencialmente, a partir da secreção das lesões cutâneas. Quando as lesões já estão secas, são enviadas crostas para análise. O material é encaminhado a laboratórios de referência no país.

Situação da doença em MS

Segundo dados do Painel MAIS (Monitor de Apoio às Informações em Saúde), Mato Grosso do Sul já registrou 752 notificações de mpox ao longo dos últimos anos.

Somente em 2025, foram 61 notificações de casos suspeitos no Estado. Destes:

11 foram confirmados pela SES (Secretaria de Estado de Saúde);

A maioria dos casos confirmados (54%) ocorreu na faixa etária de 30 a 39 anos;

Quatro casos foram registrados entre 40 e 49 anos;

Um caso foi confirmado entre 20 e 29 anos.

Caso confirmado no Brasil

Na terça-feira (17), a Vigilância Epidemiológica de Porto Alegre confirmou o primeiro caso de mpox de 2026. Em 2025, a capital gaúcha registrou 11 ocorrências da doença.

Segundo as autoridades sanitárias, a infecção confirmada nesta semana foi contraída fora do Rio Grande do Sul. A Vigilância reforça que a transmissão ocorre principalmente pelo contato direto com lesões, secreções respiratórias ou saliva de pessoas infectadas.

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