Casal é detido após bebê ser hospitalizada com lesões corporais em Campo Grande
- porRedação
- 22 de Junho / 2026
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| Créditos: Foto: Bruno Rezende/Secom
Um homem e uma mulher foram presos em flagrante pelas autoridades policiais após levarem a filha, uma bebê de três meses, para atendimento emergencial no Hospital Regional de Campo Grande. A criança apresentava um quadro clínico de parada cardiorrespiratória e diversas marcas de agressão física pelo corpo, consideradas divergentes com as justificativas apresentadas pelos responsáveis. A Polícia Militar foi acionada pelos plantonistas da unidade hospitalar.
De acordo com o registro da ocorrência, a menor deu entrada no pronto-socorro com uma suspeita inicial de sufocamento por alimento (broncoaspiração). Os pais relataram que a menina havia mamado e ficado sob a tutela do pai. Pouco tempo depois, ela teria manifestado dificuldades para respirar, perda de força muscular e arroxeamento na região labial. O responsável afirmou ter realizado compressas e estímulos manuais nas costas da criança antes de decidir transportá-la por meios próprios ao hospital.
No entanto, exames minuciosos realizados pelo corpo médico identificaram múltiplos ferimentos recentes e antigos, incluindo inchaços, escoriações e hematomas distribuídos pelo corpo da paciente. O diagnóstico técnico sugeriu um panorama compatível com violência doméstica contínua e maus-tratos.
Ao ser confrontado pelas autoridades, o pai alegou que segurava a filha enquanto assistia a um jogo de futebol quando percebeu a alteração em seu tônus muscular. A respeito dos hematomas visíveis, ele confessou que o casal já tinha ciência das marcas, mas alegou que ainda não haviam buscado auxílio especializado.
A mãe, por sua vez, declarou que as lesões começaram a surgir semanas antes e atribuiu o atraso na procura por assistência médica às constantes viagens de trabalho do companheiro, o que teria dificultado o deslocamento logístico até um posto de saúde.
Devido às contradições observadas nos depoimentos e aos laudos preliminares apontados pelos profissionais de saúde, o homem recebeu voz de prisão e foi encaminhado à Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) Cepol. Na sequência, a mãe também foi conduzida e teve a prisão em flagrante referendada pela autoridade policial. A bebê permaneceu internada sob supervisão médica na unidade de terapia intensiva.






