Capital exige notificação de doenças graves em até 24 horas
- porRedação
- 29 de Novembro / 2025
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A Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) de Campo Grande estabeleceu, em resolução recente, a obrigatoriedade de que todas as instituições de saúde, tanto da rede pública quanto da privada, comuniquem ao Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (CIEVS) os casos de doenças e agravos considerados graves. A medida determina que o registro seja feito em um prazo máximo de 24 horas a partir do primeiro atendimento.
O principal objetivo desta determinação é fortalecer o monitoramento sanitário no município, permitindo que a administração pública adote medidas de resposta mais ágeis e eficazes diante de possíveis emergências de saúde pública. A comunicação imediata é vista como crucial para identificar rapidamente eventuais surtos, variações no perfil epidemiológico das doenças e situações que representem risco coletivo.
A norma, publicada em edição suplementar do Diário Oficial do Município (Diogrande), detalha os canais de comunicação aceitos, que incluem telefone, e-mail, WhatsApp e um formulário eletrônico específico. A regra abrange uma vasta gama de estabelecimentos, desde hospitais, clínicas e Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) até qualquer serviço que realize o primeiro contato com o paciente.
Para garantir a efetividade da ação, a resolução exige o preenchimento completo das fichas do Sistema de Informação de Agravos de Notificação e reitera que médicos, enfermeiros e responsáveis pelos serviços de saúde possuem a responsabilidade legal de reportar os casos suspeitos ou confirmados. O CIEVS, por sua vez, opera com uma equipe de plantão permanente para receber e analisar as informações a qualquer momento.
O documento ainda especifica a necessidade de atenção especial a ocorrências que requerem vigilância imediata, como intoxicações por produtos químicos, casos de agressão, lesões autoprovocadas, além do adoecimento ou morte de animais que possam representar um risco zoonótico à população. A gestão municipal defende que o registro rápido desses eventos auxilia na prevenção e fortalece a capacidade de vigilância de toda a rede de saúde.






