Candidato investigado por desvio de recursos tem inscrição por Cotas recusada em concurso do legislativo

| Créditos: Foto: Reprodução/Blog do Nelio


O ex-coordenador da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae), Paulo Henrique Muleta Andrade, teve sua autodeclaração rejeitada pela banca de heteroidentificação ao tentar concorrer às vagas reservadas para negros e pardos no concurso público da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (Alems). Apesar da negativa para as cotas raciais, o candidato continuou participando do certame pela ampla concorrência, obtendo a 14ª colocação para o posto de analista legislativo na área administrativa.

De acordo com os registros oficiais da Fundação Carlos Chagas (FCC), banca organizadora do processo seletivo, a avaliação presencial que desconsiderou a opção de cota do participante ocorreu em maio.

Paralelamente ao concurso, o ex-dirigente enfrenta ações judiciais no Estado por suspeitas de lavagem de dinheiro e desvio de verbas. O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) aponta que o investigado tentou obter cidadania na Itália com o intuito de deixar o território nacional. Devido aos riscos de fuga mapeados pelo Ministério Público, ele chegou a ser detido preventivamente em duas ocasiões recentes. Como os processos ainda estão em fase de tramitação, Andrade permanece na condição de réu e não possui condenação definitiva na Justiça.

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