Campo Grande ultrapassa 100 mortes por síndrome respiratória antes do início do inverno

| Créditos: PMCG


Campo Grande ultrapassou a marca de 100 mortes por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) antes mesmo do início oficial do inverno, em meio ao aumento das doenças respiratórias provocado pela queda das temperaturas.

Dados da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) apontam que a Capital registrou 102 óbitos relacionados à síndrome em 2026. Embora as crianças concentrem a maior parte das notificações, os idosos seguem como o grupo com maior número de mortes.

Até o momento, foram contabilizadas 1.365 notificações de SRAG no município, sendo 928 em crianças com menos de 10 anos. Desse total, 819 casos tiveram confirmação da doença. Entre os óbitos, 14 ocorreram em crianças, enquanto 73 foram registrados entre pessoas com 60 anos ou mais.

A pressão sobre a rede pública de saúde também aumentou. Entre os dias 14 e 20 de junho, foram realizados 4.955 atendimentos por doenças respiratórias, dos quais 3.960 ocorreram em unidades de urgência e emergência e 995 na Atenção Primária.

Entre os vírus identificados nos casos graves estão rinovírus, Vírus Sincicial Respiratório (VSR), Influenza A, Influenza B, metapneumovírus, adenovírus e Covid-19. Nos óbitos com agente identificado, a Influenza A aparece entre as principais causas associadas.

Diante do avanço dos casos, as autoridades de saúde reforçam a importância da vacinação contra a gripe, da higienização frequente das mãos, da etiqueta respiratória e da procura por atendimento médico ao surgimento de sintomas persistentes ou agravamento do quadro clínico.

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