Campo Grande sediará COP15 da Convenção sobre Espécies Migratórias em 2026

Campo Grande, reconhecida seis vezes com o título de Tree City of the World – Cidade Árvore do Mundo e consolidada como referência em políticas ambientais urbanas, sediará a 15ª Conferência das Partes da Convenção sobre a Conservação de Espécies Migratórias de Animais Selvagens (COP15/CMS). O evento será realizado de 23 a 29 de março de 2026 e deve reunir cerca de três mil representantes de mais de 130 países para debater a proteção da biodiversidade global e dos corredores migratórios.

A realização da conferência posiciona a capital sul-mato-grossense no centro das discussões ambientais internacionais e reforça seu potencial como destino estratégico para o turismo sustentável e para a economia verde. Além da programação técnica, a cidade prepara uma agenda voltada à integração com a comunidade.

A prefeita Adriane Lopes destacou o caráter imersivo do evento e afirmou que o município pretende oferecer não apenas um encontro técnico, mas uma experiência conectada à identidade local. A programação incluirá a abertura da Vila Morena ao público, com exposições, oficinas, debates, apresentações artísticas e culturais, além de atividades relacionadas à sustentabilidade e à biodiversidade.

A Convenção sobre a Conservação de Espécies Migratórias de Animais Selvagens é um tratado das Nações Unidas voltado à proteção de animais terrestres, aquáticos e aviários que atravessam fronteiras em seus ciclos migratórios. A edição brasileira terá foco em soluções conjuntas para desafios como mudanças climáticas, poluição e impactos da infraestrutura, com ênfase na conservação de espécies e habitats críticos e no fortalecimento das medidas de proteção.

A escolha de Mato Grosso do Sul como sede está relacionada à relevância do Pantanal para espécies migratórias, especialmente aves. Considerado a maior área alagável do mundo, o bioma funciona como ponto estratégico de descanso e alimentação em rotas migratórias de média e longa distância.

No aspecto econômico, a expectativa é de impacto significativo no setor de serviços. Segundo o secretário municipal da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Gestão Urbana e Desenvolvimento Econômico, Turístico e Sustentável (Semades), Ademar Silva Júnior, segmentos como hotelaria, bares, restaurantes e transporte urbano devem registrar aumento na demanda. A pasta atua em conjunto com outras secretarias e mantém diálogo com o setor hoteleiro e gastronômico para garantir estrutura adequada às delegações estrangeiras.

A estrutura da conferência já está praticamente definida. A Blue Zone, espaço oficial das delegações, será instalada no Bosque Expo. Outras atividades ocorrerão no Bioparque Pantanal e na Casa do Homem Pantaneiro, ambos no Parque das Nações Indígenas, além do Centro de Convenções Rubens Gil de Camilo, localizado no Parque dos Poderes.

Para o gerente de Integração e Parcerias da Semades, Paulo César Fialho, a escolha de Campo Grande como sede da conferência é estratégica para consolidar o município como destino de grandes eventos internacionais. Segundo ele, o turismo de eventos gera empregos, movimenta a economia local e a COP15 atrai investidores interessados em economia verde e conservação.

Primeiro evento da Organização das Nações Unidas desse porte voltado à vida silvestre realizado na região, a COP15 projeta Campo Grande no cenário internacional e reforça a imagem do município como referência em sustentabilidade, turismo de eventos e desenvolvimento alinhado à preservação ambiental.

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