Campo Grande ganhará Bosque da COP15 com plantio de 250 mudas

Campo Grande se prepara para receber um novo espaço verde como legado ambiental da COP15 da Convenção sobre Espécies Migratórias. O chamado “Bosque da COP15” contará com o plantio de 250 mudas de espécies como ipês, jacarandá, angico, manduvi e árvores frutíferas.

A iniciativa é desenvolvida em parceria com a Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Gestão Urbana e Desenvolvimento Econômico, Turístico e Sustentável (Semades) e tem como objetivo ampliar a arborização urbana, atrair animai

s para abrigo e alimentação e fortalecer a biodiversidade local.

O projeto segue a regra internacional 3-30-300, que propõe que cada pessoa consiga ver ao menos três árvores de casa, que os bairros tenham 30% de cobertura vegetal e que todos vivam a até 300 metros de uma área verde.

Segundo a gerente de Arborização da Semades, Dayane Zanela, a área escolhida já vinha sendo estudada e a realização da conferência reforçou a decisão pelo plantio neste momento.

A prefeita Adriane Lopes destacou que a ação reforça o compromisso ambiental da capital, que já recebeu sete vezes o título internacional “Tree Cities of the World”, voltado a cidades que investem na preservação da arborização urbana.

O bairro Carandá Bosque foi escolhido para receber o novo bosque, que deve se tornar um espaço de convivência e lazer para a população, além de ampliar o contato com a natureza.

Moradores comemoram a iniciativa. A diarista Fátima Miguel acredita que o local trará mais qualidade de vida: “Plantar um bosque aqui na frente é trazer mais alegria, com os pássaros cantando dia e noite”.

Na capital, cerca de 20% das aves são migratórias — aproximadamente 80 espécies — o que torna o projeto ainda mais relevante para a preservação da fauna.

Além de contribuir com o meio ambiente, o Bosque da COP15 deve deixar um legado permanente para a cidade, unindo sustentabilidade, lazer e bem-estar para a população.

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