Campanha de Lula registra canal “Exército do Lula” após determinação do TSE

| Créditos: Foto: Valter Campanato/Agência Brasil


A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, registrou nesta terça-feira (13) o canal “Exército do Lula”, no WhatsApp, junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A medida atende à determinação do presidente da Corte, ministro Kássio Nunes Marques, que condicionou a liberação da ferramenta ao cumprimento das regras eleitorais.

O canal, que reúne cerca de 4,2 milhões de inscritos, foi criado e é administrado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG), com o objetivo de mobilizar apoiadores de Lula durante a disputa presidencial.

O registro foi realizado pela coligação Brasil Pronto pra Mais, que apoia o presidente. A campanha esclareceu que a formalização atende à exigência da Justiça Eleitoral, mas não significa que tenha assumido a administração do canal.

A decisão de Nunes Marques estabeleceu que, mesmo após o registro oficial, o canal deverá aguardar 48 horas antes de voltar a funcionar, conforme as regras eleitorais para meios oficiais de comunicação das campanhas.

A ferramenta está no centro de uma disputa judicial entre as campanhas de Lula e do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que concorre à Presidência no segundo turno, marcado para 25 de outubro.

Nos últimos dias, Nunes Marques determinou a suspensão do canal, enquanto o ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, corregedor-geral eleitoral, decidiu pelo restabelecimento provisório. Nesta terça-feira, o presidente do TSE voltou a suspender a ferramenta, alegando falta de registro formal.

André Janones contesta as medidas e acusa a Justiça Eleitoral de restringir a comunicação política. O caso envolve discussões sobre propaganda eleitoral, desinformação e os limites da atuação dos canais digitais durante a campanha presidencial.

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