Câmara de Ponta Porã afasta vereador Dionaldo Morinigo após prisão em caso de acidente

| Créditos: Foto: Reprodução/Ponta Porã News


A Câmara Municipal de Ponta Porã afastou o vereador Dionaldo Morinigo (PDT), que foi preso em 18 de setembro após se envolver em um acidente de trânsito que deixou um adolescente de 17 anos ferido. A medida prevê licença de até 120 dias, período em que o parlamentar ficará sem receber remuneração.

A decisão foi aprovada em plenário após análise de parecer jurídico da Procuradoria da Câmara. Dionaldo terá cinco dias para apresentar sua defesa.

O vereador recebeu liberdade provisória na terça-feira (29), mas está sujeito a medidas cautelares determinadas pela Justiça. Entre elas estão o recolhimento domiciliar entre 22h e 5h30, comparecimento periódico à Justiça, proibição de deixar o município e de manter contato com a vítima ou testemunhas.

Acidente e prisão

De acordo com o registro policial, Dionaldo conduzia uma Toyota Hilux quando teria passado em alta velocidade por uma lombada e atingido a lateral de uma Volkswagen Saveiro, dirigida pelo adolescente.

Ainda segundo o relato policial, o vereador deixou o local sem prestar socorro e foi seguido por um escrivão da Polícia Civil que teria presenciado a colisão. Durante a abordagem, Dionaldo teria se identificado como militar e vereador e questionado se seria possível resolver a situação no local.

A ocorrência também registra que ele teria se recusado a realizar o teste do bafômetro. Policiais relataram sinais de consumo de álcool e encontraram latas de cerveja no veículo. O caso resultou em acusações relacionadas a lesão corporal, omissão de socorro, corrupção ativa, desacato e ameaça.

O promotor André Luiz de Godoy sustentou, no pedido de prisão preventiva, que as ameaças atribuídas ao vereador poderiam representar risco de intimidação de policiais, testemunhas e familiares da vítima.

Defesa contesta versão

O advogado Elvis Preslei, que representa Dionaldo Morinigo, afirma que a dinâmica do acidente precisa ser analisada com cautela. A defesa destaca que o adolescente tinha 17 anos e não possuía habilitação para dirigir.

O advogado também contesta informações divulgadas sobre o estado de saúde do adolescente. Segundo ele, documento do Corpo de Bombeiros apontou que o jovem estava consciente e orientado, com possibilidade de fratura no membro inferior direito.

A defesa ainda afirma que imagens do acidente devem ser consideradas na investigação, alegando que o adolescente teria realizado uma manobra antes de atravessar a via e entrar na trajetória da Hilux. Para o advogado, a responsabilidade pelo acidente não pode ser definida antecipadamente sem a análise técnica das circunstâncias.

O caso continua sob investigação, e as acusações contra Dionaldo Morinigo ainda dependem do andamento das apurações e das decisões judiciais.

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