Câmara de Campo Grande rejeita moção de congratulação a Eduardo Bolsonaro por margem estreita
- porRedação
- 12 de Agosto / 2025
- Leitura: em 8 segundos

| Créditos: Divulgação/Assessoria
Por 11 votos a 10, a Câmara Municipal de Campo Grande rejeitou nesta terça-feira uma moção de congratulação ao deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL). O pedido, apresentado pelo vereador Rafael Tavares (PL), elogiava a atuação do parlamentar em defesa da anistia aos presos pela invasão aos Poderes em 8 de janeiro de 2023.
A discussão polarizou os vereadores, com críticas duras mesmo entre aqueles que não fazem parte da esquerda, grupo que historicamente se opõe a figuras bolsonaristas. O vereador Carlão (PSB) afirmou que votaria contra a moção por considerar que Eduardo Bolsonaro "está atrapalhando o Brasil". Já o vereador Professor Juari (PSDB) declarou ter "vergonha de ter um deputado ganhando para prejudicar o País".
O tom mais incisivo partiu do vereador Dr. Lívio (União), que chamou o deputado de "criminoso e vagabundo". Em discurso inflamado, ele afirmou: "Não dá para concordar com uma moção de congratulação para um covarde, criminoso pseudopatriota que não tem vergonha na cara e está recebendo dinheiro público (...), traidor da Pátria".
Como votaram
Contra a moção:
Beto Avelar (PP), Carlão (PSB), Dr. Jamal (MDB), Dr. Lívio (União), Dr. Victor Rocha (PSDB), Jean Ferreira (PT), Landmark (PT), Luiza Ribeiro (PT), Marquinhos Trad (PDT), Prof. Juari (PSDB) e Ronilço Guerreiro (Podemos).
A favor da moção:
André Salineiro (PL), Ana Portela (PL), Clodoilson Pires (Podemos), Herculano Borges (Republicanos), Leinha (Avante), Maicon Nogueira (PP), Prof. Riverton (PP), Rafael Tavares (PL), Vet. Francisco (União) e Wilson Lands (Avante).
A rejeição por apenas um voto de diferença reflete a divisão no legislativo municipal sobre o tema. A proposta, que inicialmente buscava reconhecer a atuação do deputado, acabou se tornando um debate sobre o legado do bolsonarismo e os eventos de 8 de janeiro.






