Câmara cobra informações sobre aplicação do IMPCG no Banco Master

A Câmara Municipal de Campo Grande aprovou, na sessão ordinária desta quinta-feira (26), um requerimento que solicita informações detalhadas sobre investimentos do Instituto Municipal de Previdência de Campo Grande no Banco Master.

A instituição financeira foi encerrada pelo Banco Central do Brasil em novembro de 2025, sob suspeitas de fraudes e problemas de liquidez.

O requerimento foi protocolado pela vereadora Luiza Ribeiro (PT). O documento solicita documentação contábil, patrimonial, contratos, atas de deliberações e demais registros que comprovem as aplicações financeiras realizadas pelo instituto no Banco Master S/A.

A estimativa é de que o IMPCG tenha investido cerca de R$ 1,4 milhão na instituição. À época da liquidação, o presidente do instituto, Marcos Tabosa, afirmou que a Prefeitura ingressaria com ação na Justiça Federal para tentar reaver os recursos. Em Mato Grosso do Sul, cinco municípios teriam investido, juntos, aproximadamente R$ 15,7 milhões no banco.

Possibilidades de recuperação e investigações

Segundo Tabosa, o valor aplicado representa cerca de 3,2% do fundo previdenciário municipal. Uma das alternativas apontadas para recuperar o montante seria por meio do abatimento de consignados no valor de R$ 500 mil mensais. Com a suspensão da cobrança por três meses, seria possível recompor os recursos.

O diretor-presidente afirmou ainda que o investimento foi realizado com base em parecer técnico da Fitch Ratings, agência internacional de classificação de risco com sedes em Nova Iorque e Londres. A Fitch integra o grupo das chamadas “Big Three”, ao lado da Moody's e da Standard & Poor's (S&P).

No Congresso Nacional do Brasil, tramitam pedidos para abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o caso. No entanto, o presidente da Câmara dos Deputados do Brasil, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou nesta quinta-feira (26) que é necessário respeitar a ordem cronológica dos requerimentos de CPI e que, mesmo que houvesse interesse, não seria possível instaurar a investigação de imediato.

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