Calor extremo deixa mais de 100 mortos na Espanha em um mês

Agência de meteorologia prevê um verão mais quente do que o normal no país | Créditos: Vincent West/Reuters


A ministra da Saúde da Espanha, Mónica García, afirmou nesta quarta-feira (3) que o país registrou 101 mortes associadas às altas temperaturas em maio, o maior valor já registrado para este mês, e um número três vezes maior que a média da última década.

Para “proteger vidas”, o ministério ativou o Plano Calor, que está em vigor desde 16 de maio.

“O problema já não é apenas que esteja mais quente. O problema é que o calor chega cada vez mais cedo. E, quando chega mais cedo, nossos organismos ainda não se adaptaram, e é nesse momento que temos a percepção social de que o risco ainda não existe”, alertou García na apresentação do documento para afirmar que “os primeiros episódios de calor extremo costumam ter um impacto sanitário especialmente elevado”.

A ministra destacou que o calor extremo “é uma ameaça à saúde pública” e, nesse sentido, lembrou que, entre 2015 e 2025, o MoMo (Sistema de Monitoramento da Mortalidade Diária) estima em mais de 27.500 as mortes atribuíveis às altas temperaturas.

“Só no ano passado foram 3.832 pessoas, o segundo pior dado de toda a série histórica”, acrescentou.

Atualmente, o verão dura quase seis semanas a mais do que na década de 80 e, durante a última semana de maio, foram registradas temperaturas entre 10 e 15 graus acima do habitual para essas datas.

Por sua vez, a AEMET (Agência Estatal de Meteorologia) prevê um verão “mais quente do que o normal em grande parte da Espanha”.

“A questão não é apenas quanto calor fará, a questão é quando chegará, quanto tempo durará e quem estará mais exposto. E esse é, precisamente, o espírito deste Plano de Calor”, destacou a ministra.

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